Sujestão sobre combinações

Olá pessoal, primeiro post aqui no fórum.

Sou um mesatenista voltando para o esporte depois de 20 anos e já vi que muita coisa mudou nesse período, desde equipamento até as regras.

Tenho uma velha Mazunov equipada com Mark V dos dois lados e após testar alguns equipamentos novos percebi que com as bolas atuais e sem as colas rápidas de antigamente essas borrachas ficaram um tanto mais lentas e com menos spin do que tinham para a época.

Andei pesquisando equipamentos e adquiri uma raquete Donic Person Power Carbon com uma Rakza 7 para bh e uma Rasant Powergrip para fh.

Como minhas Mark V também precisarão ser substituídas em breve eu encomendei uma Rasant Grip para bh e uma MX-P para FH, assim tenho oportunidade de testar várias borrachas (o pessoal com quem tenho jogado usa bastante Tenergy 5).

Minha dúvida é a seguinte, a Rakza 7 é uma borracha que solta a bola mais alto enquanto a Powergrip devolve ela mais “reta/baixa” (lower throw).

Pelo que li a respeito, a Grip tem a mesma característica da Powergrip enquanto a MX-P dizem ter um high throw.

Nesse caso eu ficaria com os dois conjuntos desequilibrados certo? Um com BH baixo e FH alto e outro com BH baixo e FH alto.

Seria mais conveniente montar as duas Rasants (low thow) na Mazunov que tem uma tendência a soltar a bola com mais curva que a Donic e montar a Power Carbon com Rakza 7 e MX-P para ficar com os dois conjuntos mais equilibrados entre si?

Gostaria de sugestão para combinar essas 4 borrachas:

Rakza 7
Evolution MX-P
Rasant Grip
Rasant Powergrip

nas 2 raquetes abaixo:

Butterfly Mazunov (antiga, bem mais leve que as atuais)
Donic Persson Power Carbon Senso

voltei a jogar há pouco tempo depois de um longo hiato e ainda estou pegando minha mão de volta, mas em geral meu jogo é bastante ofensivo, principalmente o forehand e não jogo muito próximo à mesa.

Nasche, prazer em falar com você. Se eu entendi errado suas necessidades você me corrija depois. As duas últimas borrachas da Andro que você disse não conheço.

A Mazunov de fato é muito rápida, se não me engano ela está no mesmo grau de rapidez que a Schlager Carbon, então seu jogo deve ser bem ofensivo e mais voltado pra drive longe da mesa (perto de 2,5m de distância). Se não me engano ela é de 5 folhas e não tem carbono na composição. O toque dela é um pouco duro, mas não chega a ser tão duro quanto uma PG7, por exemplo.

Pelo fato de sua madeira já ser rápida, eu colocaria uma Rakza 7, de preferência na versão Soft, pois uma maior maciez na borracha te ajudará mais no drive. Como você está voltando agora, acho melhor colocar essas duas tanto no FH quanto BH. Ao você criar uma mecânica mais fina, daí sim você vê se isso supre suas necessidades ainda. É algo muito pessoal, tem gente que gosta de borracha mais dura no fore e macia no back (meu caso) ou o contrário. Ao longo do tempo você voltará a descobrir isso.

A Tibhar Evolution MX-P é muito boa se você quiser algo parecido com a Tenergy 05. Ela é muito elogiada em fóruns, etc. Apesar que ambas estão meio caras também.

A diferença dessas borrachas na sua raquete carbonada é que você terá um toque mais macio, mesmo com a bola disparando. Não joguei com essa madeira da Donic. Porém, é comum vermos jogadores de drive gostarem muito de madeiras carbonadas (Timo Boll por exemplo), mas eu sinto que carbono tira um pouco do seu feeling de batida, independente deste ser duro ou macio antes, por isso não curto muito. Você nem sente a raquete vibrar direito, entende? Mas em compensação você faz um esforço menor pra bola passar com o carbono na maioria das vezes.

Eu ainda ficaria com a Mazunov pra testes iniciais. Qualquer coisa continue a mandar mensagem. Abraço.

Diogo, obrigado pelo retorno.

Eu experimentei rapidamente uma Tenergy em uma raquete OFF e achei interessante, aí li em algum lugar que a forma de jogar com a MX-P é bastante similar, então apesar de também não ser uma borracha de baixo custo, é um tanto mais em conta que a Tenergy e mais viável para “ver se gosta do estilo”.

Essas quatro borrachas eu já comprei para ir testando e conhecendo os equipamentos que não existiam no “meu tempo” e que devem ser mais adequados para as bolas novas, mas estou com séria dúvida de como combinar.

Pelo que li, a Grip e a Rakza são boas borrachas para backhand ofensivo enquanto a MX-P e a Powergrip seriam mais indicadas para forehand, mas fiquei na dúvida sobre como melhor combinar cada dupla de borracha em cada raquete depois de ler que as duas Andro são low throw enquanto a MX-P e a Rakza são high throw.

Será que seria interessante colocar as duas low thow em uma raquete e as high na outra para não “confundir” meu jogo nessa fase de readaptação ao esporte?

Eu acabei pegando a outra raquete carbonada porque ao contrário das primeiras de carbono que me lembro, as atuais parecem ter uma melhor sensibilidade da bola entrando na espuma do que as “do meu tempo” que eram um tanto quanto neutras, apenas permitindo bater bem em uma bola um pouco fora da região ideal da borracha, algo que minha Mazunov não permite muito.

Então vamos pensar Nasche. Uma raquete mais rápida, independente de ser carbonada ou não, jogará a bola mais longe certo (devido a rapidez do material)? Vamos supor uma ideia genérica aqui: você diz que é atacante longe da mesa. Geralmente todo driveiro faz FH longe da mesa e BH um pouco mais próximo dela concorda?

Logo, seria legal você ter uma borracha de arco maior no FH, já que você golpeará um pouco mais longe da mesa e uma borracha de arco menor no seu BH, pois suponho que você seja mais passivo no BH (como muitos jogadores de TM). Porque não testamos uma Rakza 7 no seu BH e a Tibhar Evolution MX-P no seu FH? As borrachas tensionadas não tem uma diferença tão gritante entre elas, daí você pode misturar arco curto com arco longo sem problemas. Se você fosse fazer uma transição pra pino ou anti a ideia seria diferente.

Teste primeiro esse conjunto na sua Mazunov, que é a que você está mais acostumado por enquanto. Como raquete de clássico tem diâmetro parecido, daí depois você testa na Person Carbonada. Vamos deixar as outras borrachas que você disse em stand-by, ok?

Cara sobre o custo leve uma coisa muito importante em consideração, depois de 2-3 meses o booster da mx-p acaba e as características dela muda, a não ser que você rebooster ela enquanto na tenergy duro mto mais, acredite em mim ela é uma das borrachas mais duráveis atualmente, então pensa comigo vale a pena economizar 50-60 reais pra perder em durabilidade? Eu acho que não.
Teria que ser uma diferença mais expressiva além que não existem borrachas exatamente totalmente iguais. Pelo o que eu li a mx-p faz o mesmo arco que a ternegy porém não tem o mesmo feeling

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Yuri, como funcionam os boosters? É algo que se faça em todas as borrachas? A diferença é tão significativa assim mesmo nas tencionadas?

Nasche, o Yuri poderá te explicar também, estou falando também porque fiz experimentos com meu material. O Booster ou óleo é uma espécie de óleo mineral que você passa na esponja e espera secar 24h antes de você colar ela na madeira (isso para uma camada apenas). É o substituto mais próximo que as pessoas encontraram para a cola rápida. Esses óleos ajudam a amaciar a esponja e dão uma tensionada nela. Existem boosters específicos no mercado (o Falco Tempo Long Booster que eu uso é um deles), mas custam em média 120 reais por 150 mL. Outro que o pessoal usa é óleo singer, tem aqui no tópico, é uma alternativa bem mais barata. A cola rápida continha solventes voláteis que faziam mal, os boosters não o tem.

https://mesatenista.net/forum/8-materiais/96608-colas-alternativas-e-boosters.html?start=240

Eu sempre usava cola branca no meu material chinês e tinha extrema dificuldade, principalmente quando a borracha ficava gasta. Eu passei três camadas de booster (esperei 72h no total) na minha Skyline com 3 meses de uso e melhorou demais (isso esse ano, usava cola branca desde 2011). Amaciou muito a esponja, e até aquele “click” ela está fazendo (barulho de borracha tensionada). Não tem nem comparação. A minha borracha de BH, a Desto F3, melhorou um pouco, mas não no mesmo grau que a Skyline, talvez seja porque passei uma camada só nela com medo de entortar muito. Cada borracha reage de um jeito ao óleo, não tem uma regra geral, entende? Mas muita gente que usa borracha tensionada passa 2 camadas e elogia demais. Três camadas pra borracha tensionada acho que não vai dar certo, porque as esponjas delas não são tão rígidas quanto de uma chinesa. Anexei a foto da minha Skyline com óleo pra você ver como a esponja amaciou.

Esse vídeo te ajuda a entender da aplicação dos óleos. O efeito deles dura cerca de dois meses (pelo menos é o que diz no meu). Até agora faz 3 semanas que apliquei e não notei nenhuma diminuição de velocidade. Obviamente tem um ponto ruim também, pois não dá pra passar booster eternamente na esponja. Chega uma hora que a esponja “satura”, e você não observará mais o efeito de amaciar e tensionar. O pessoal do meu clube disse que a partir da 4ª vez que você “repassa booster na esponja”, não adianta mais (“reboostear” não pega bem falar kkkkkk). Porém isso é regra geral, mas dá pra ver que uns 6 meses você pode aplicar e reaplicar, partindo do pressuposto que cada colagem dure 2 meses o efeito. O booster também é separado da cola, então você passa as camadas de óleo e aí sim espera secar totalmente para por a cola.

https://www.youtube.com/watch?v=hrc8lixJ4r8

Muitos chineses, e muitos profissionais usam isso para amaciar esponja deles. Não que o uso de óleos faça os chineses jogarem demais com Hurricane, etc, mas dá uma leve ajuda. Claro que eles possuem doses cavalares de treino também.

Attachments:

Interessante, aparentemente expandindo a esponja aumenta a tensão da borracha. Achei curioso ter que passar uma mão de cola antes de aplicar o produto.

Pela resposta do Yuri entendo que esse procedimento atualmente é feito pelas fábricas e que o ideal seria refazê-lo a cada 2 ou 3 meses para manter a característica. Nesse caso pelo que você disse de só funcionar até a 4ª aplicação seria mais que suficiente, uma borracha após 6 meses ou mais de uso normalmente precisaria ser trocada de qualquer maneira.

Bom dia Nasche.
Muitas borrachas euro/japa duram três ou quatro meses se bem cuidadas (limpeza depois de treinos e jogos, aplicação de plástico filme, guardar em local apropriado, etc…), mas as chinesas, em especial as DHS, duram muuuuiiiito mais que isso. Aquela viscosidade original que faz a bola grudar no topsheet por alguns segundos vai embora nas primeiras semanas, mas depois disso ela continua uma borracha com ótimo efeito por bastante tempo ainda.
Esse lance de passar cola antes, é pra proteger a esponja e evitar que ela se descole do topsheet causando bolhas. Mesmo as esponjas chinesas que são mais duras e resistentes ao booster podem sofrer danos sem esse cuidado especial. Tensionadas então, nem se fala.
Sobre as combinações de equipamentos, me permita dar meus two cents:
Começa pela Mazunov que vc já conhece bem, e a partir disso: experimente. Cole as mesmas borrachas na Donic, perceba as diferenças, depois faça a mesma coisa com o outro combo. É a melhor maneira de vc sentir os materiais e definir as dúvidas que tem agora.
Eu iria inicialmente de:

Mazunov
FH: MX-P
BH: Rakza 7

Quando for reaplicar o booster:
Donic Persson Power Carbon Senso
FH: MX-P
BH: Rakza 7

  • Experimente e volte as borrachas (com ou sem reaplicação de booster) pra outra madeira.

Quando as borrachas precisarem de substituição:
Mazunov
FH: Rasant Powergrip
BH: Rasant Grip

Depois de um tempo:
Donic Persson Power Carbon Senso
FH: Rasant Powergrip
BH: Rasant Grip
*Experimente e volte as borrachas (com ou sem reaplicação de booster) pra outra madeira.

É muito importante vc eleger uma raquete principal e treinar com ela, jogar com ela, competir com ela. Esporadicamente, vc faz umas experiências, tenta combinações novas, mas sempre a partir do material principal. Quando decidir que é a hora de trocar, proceda da mesma forma. Ter vários combos diferentes e jogar uma hora com um e outra hora com outro não é muito bom pro desenvolvimento, porque cada material tem uma curva de aprendizado e algumas vezes a gente tem que fazer alguns ajustes finos, angular mais ou menos a raquete, e mais uma porção de coisas.
Mas divirta-se com teus novos materiais. Muita coisa boa aí, cara

Respondi o outro tópico, mas vai um detalhes que eu esqueci de menciona lá:
Esse desequilíbrio que você menciona não existe. Explico. Essa questão de arco baixo e alto é questão de gosto e estilo de jogo. Por exemplo, a borracha da linha tenergy mais usada pra BH é a T64, que tem o arco mais baixo entre todas (T05, T80 e T25). Muitos consideram ela top pra BH. Mas tem gente que prefere arco alto no BH, como os chineses que jogam com T05 no BH e fazem isso porque jogam a curta distância e essa característica da borracha ajuda no jogo deles.

Então, no final das contas, depende do que vc quer e do que funciona melhor pro teu estilo de jogo. Vc jogar em cima da mesa, com uma madeira ultrarrápida, borrachas bem rápidas e com arco baixo, isso sim seria um conjunto desequilibrado (nesse contexto). Pra alguém que gosta de ficar a média e longa distância, seria muito interessante.

Pense no que vc quer e depois decida o melhor equipamento para alcançar essa meta.
Abraço.

Obrigado pelas respostas didiosan.

Eu estava inicialmente pensando na melhor combinação para que os 2 conjuntos não ficassem muito distintos entre si, ou seja, um com bh low throw e fh high throw e o outro inverso, mas acho que vou fazer diferente conforme você e o Diogo tinham dito, montar um par de borrachas na raquete que eu estou usando e ir aos poucos substituindo as combinações para sentir com quais me sinto mais a vontade, aí quando tiver essa resposta eu faço a adaptação para a raquete nova e fico no futuro com as duas raquetes com a mesma combinação, servindo uma como backup.

Neste momento em que estou retornando a jogar, apenas esta semana consegui alguns bons ralis contra atacando loops com consistência no meu fh, o backhand ainda está jogando de forma passiva, logo apesar da atualização no setup, meu foco está em recuperar a parte técnica que sempre vai ser o principal.

A questão é que com a nova bola e a proibição no uso da cola rápida, a Mark V 2.0 que eu usava me parece um tanto mais lenta e não sei se minha técnica que ainda não voltou, mas parece ter perdido muito spin, pois me lembrava das bolinhas na rede após um topspin ficarem girando no local por alguns segundos tamanho o spin, sendo que agora elas param de girar muito rapidamente.

Outro ponto que tenho sentido principalmente quando jogo contra alguém com Tenergy 05 por exemplo é que a bola vem muito mais pesada mesmo com um movimento relativamente suave por parte do adversário e o topspin de abertura vem com bastante efeito, pedindo um ângulo bastante fechado para o bloqueio. Joguei também contra alguém usando a Rakza 9 e sentia a bolinha entrando mais na minha esponja, então percebo que o comportamento contra essas borrachas é bastante diferente daquele quando jogo com pessoas com conjuntos como o meu menos modernos.

Você acha que a MX-P e a Rakza serão uma transição mais suave partindo da Mark V 2.0? Não digo nem velocidade e spin, porque já senti que a diferença de uma Tenergy para a Mark V é gritante, mas em relação à forma de bater na bola e o ângulo da raquete. Eu sou um cara alto que não gosta de jogar muito em cima da mesa, tendo opção eu me afasto um pouco e jogo ofensivamente.

Realmente Nasche, eu sinto essa bola nova mais lenta que de costume. Ela parece ser mais dura e está um pouco mais difícil de colocar spin nela. E também senti mais lentidão em golpes como shoto, etc, mas nada que não nos adaptemos. Além disso, o diâmetro irregular ainda vem sendo um problema pra esse material. Mas existe vida após a bola de plástico garanto a você kkkk. Enquanto não colocarem bola de tênis ou de boliche pra gente jogar (não duvido mais nada da ITTF), tênis de mesa continuará sendo tênis de mesa.

Eu particularmente não me prendo tanto a essa questão de ângulo Nasche. Independente do material que você usa, o fundamento de raspagem e efeito sempre é o mesmo: você colocará coordenação motora fina na bola, e não força. Te explicando melhor, é como se você fizesse “carinho” na bola (batida tangencial), e não desse “tapa” nela (batida concêntrica). Tente raspar mesmo na borracha: jogar bolinha pro alto e raspar fazendo ela voltar, tentar realmente sentir a borracha raspando na bola (sei que com seu conjunto isso é difícil). Isso já ajudará demais lá pra frente, mesmo que você use pino.

A questão ao mudar pra uma MX-P ou Rakza é que provavelmente você terá de fazer menos força e fechar um pouco mais seu ângulo. Se sentir falta de velocidade com a Mark V, use booster, disso o didiosan sabe muito e ele que me ajudou demais com os posts dele. Mas eu vejo muitas vantagens em você usar uma borracha mais velha: se você raspar bem com essa, quando você pegar uma nova estará tinindo. É como se você fosse dirigir uma carreta, mas pra chegar nesse nível tem que passar pelo Fusca primeiro, entende? Esse processo é normal. Mas se você quiser mudar eu acho a Rakza uma mudança menos gritante que a MX-P.

As borrachas atuais funcionam como verdadeiras “molas”, elas realmente disparam mais a bola, pode ser por isso que você sentiu a bola afundando mais na sua esponja. Não se preocupe com você ser passivo no BH que isso melhorará com o tempo, garanto pra você. Talvez como dica você pode sempre tentar levar o ponto pro rally, que aparentemente te deixa mais confortável que o jogo em cima da mesa. Então todas suas bolas devem ser longas e com giro para voltarem da mesma forma, entendesse? (questão de simetria)

Diogo, a questão da bola nova para mim é dupla, porque na época que eu jogava a bola também era menor, mais rápida e aparentemente pegava mais efeito, meu contato com a bola de 40 havia sido mínimo e depois que eu já não jogava regularmente há anos e anos. Esse efeito mola das borrachas novas acho que é um pouco o que conseguíamos recolando as borrachas, elas ficavam muito mais agressivas e com mais spin. Estou achando a minha meio “xoxa” com cola/bola novos, mas quando receber as novas borrachas vou testar o boost colando essa Mark V na minha velha raquete caneta.

Difícil mesmo é acostumar com o som das bolas de plástico, eu me pego examinando algumas para ver se realmente não estão trincadas :slight_smile:

Minha experiência com as bolas de plástico diz que elas pegam mto menos efeito e menos velocidade. Então uma borracha que seria mto rápida pra bola de celulóide acaba se tornando normal pra bola de plástico

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[quote=“Nasche” post=106162]
Você acha que a MX-P e a Rakza serão uma transição mais suave partindo da Mark V 2.0? Não digo nem velocidade e spin, porque já senti que a diferença de uma Tenergy para a Mark V é gritante, mas em relação à forma de bater na bola e o ângulo da raquete. Eu sou um cara alto que não gosta de jogar muito em cima da mesa, tendo opção eu me afasto um pouco e jogo ofensivamente.[/quote]

Na Mazunov que vc já usava e conhece bem, nem tanto, já que vc usava cola rápida. Sempre tem que ajustar uma coisinha aqui e ali quando se troca de material, mas nesse caso não é coisa de outro mundo. Rapidamente vc consegue superar essa fase de adaptação e vai curtir muito esse novo combo.

Bom, enquanto os novos materiais não chegam eu resolvi testar algumas dicas aqui do site na Mazunov. Comprei material para selar a madeira e resolvi testar o uso de boost nas minhas Mark V.

Resultados mistos:

Ao remover uma das borrachas a espuma foi danificada e inutilizada.

A segunda foi removida sem nenhum problema é apliquei uma camada de óleo Singer, esperei 24h e a borracha não curvou conforme eu havia visto em fotos e vídeos. Na segunda aplicação aumentei a quantidade do produto e meia hora depois a borracha apresentava séria deformação com várias bolhas. Ao menos envergou um pouco s-:

A seladora na madeira por outro lado ficou perfeita, vamos ver como se comporta colando e descolando borrachas nela, se não perco mais nenhuma lasquinha de madeira.

No processo fiquei com zero borrachas para treinar. Como fui caneteiro por alguns anos antes de tentar aprender o jogo clássico ainda tenho minha boa, velha e sempre confiável cypress, aí saí pesquisando por borrachas com bom preço que eu pudesse retirar no local para não perder o treino de terça e acabei pegando e instalando uma Bluefire M1, agora tenho uma quinta borracha para testar e conhecer, logo mais tarde posto a impressão, mas com boost só volto a brincar quando a borracha estiver morrendo. Acredito até que já venha de fábrica, porque o cheiro é forte.

Bom dia Nasche.
Legal vc fazer essas experiências. Também aprecio muito esses testes, aprende-se muito com isso. A M1 vem com booster de fábrica sim, o cheiro denuncia logo de cara, né? hahahahhahaha. Com relação ao booter, cada borracha se comporta de uma forma, as tensionadas são mais sensíveis, enquanto as chinesas são as mais resistentes e permitem aplicar mais demãos (o que é ótimo porque são bem lentas). Pra evitar bolhas e outros problemas, é bom passar uma camada de cola antes de aplicar o booster, para proteger a esponja.

Treino divertido. Não estranhei a primeira experiência mais prolongada com uma borracha tensionada. Na verdade o jogo com essa M1 ficou muito mais parecido com o que eu jogava, nesse último mês de retorno eu não vinha socando a bolinha na parede com contundência nos ataques como fazia antigamente. Até o som batendo na bola com a mão cheia é outro em relação à Mark V sem cola rápida :slight_smile:

O que estranhei:
Eu tinha mudado para clássico porque jogando caneta não consigo atacar ou colocar um bom topspin em bola pesada no meu backhand, mas com a M1 ao cozinhar a bola pesada longa espirrava um bocado e a curta estava devolvendo um pouco mais alta do que gostaria ou com menos efeito do que o desejado.

O que não estranhei;
Velocidade, parecia que eu tinha voltado 20 anos no tempo e ao contrário do que li a respeito dos bloqueios, não achei difícil, as bolas que vinham mais fortes tinham tendência a saírem mais altas e as sem força retas, ou seja ajustando levemente o ângulo ficava tranquilo e a velocidade dos bloqueios estava um tanto mais ofensiva do que com a Mark V decidindo alguns pontos ao invés de apenas colocar a bola do outro lado da mesa.

Sobre o efeito achei meio algo dúbio. Atacando bolas bloqueadas o efeito parecia semelhante ao da Mark V, agora quando estava bem posicionado para atacar os drives de longa distância a diferença era gritante, as puxadas laterais saiam realmente fazendo curva e nas retas a bola quicava muito mais baixa após bater na mesa do adversário. Não estava conseguindo definir pontos longe da mesa com a Mark V, com a M1 as bolas bem batidas eram contundentes ou davam um tanto de trabalho para os adversários.

Boa experiência, fiquei animado. Espero que cheguem logo as outras borrachas para colocar na raquete clássica, de qualquer forma não sei se pelo fato de ter começado e jogado mais tempo como caneteiro parecia a história de andar de bicicleta foi um bocado natural, mesmo o shoto que é onde o movimento clássico tem maiores diferenças para o caneta. A cypress é uma delícia para aquelas bolas onde você consegue soltar o braço, mesmo meu jogo ainda estando muito, mas muito distante do que já foi.

O que estranhei: Eu tinha mudado para clássico porque jogando caneta não consigo atacar ou colocar um bom topspin em bola pesada no meu backhand, mas com a M1 ao cozinhar a bola pesada longa espirrava um bocado e a curta estava devolvendo um pouco mais alta do que gostaria ou com menos efeito do que o desejado
Poxa Nasche, não traia o movimento não kkkkkkkkkkkk. Está faltando caneta demais no planeta Terra, mais um foi pro lado escuro da Força. Brincadeira a parte, é mais difícil pro caneta inverter bola cavada porque nós não temos tanto a ajuda do antebraço que os clássicos tem entende? Tanto que você precisa modificar um pouco a empunhadura pra drive no caneta. Mesmo você sendo clássico ou caneta, uma dica é: não use só braço nas suas bolas. Na hora do topspin, agache mesmo até encostar o joelho no chão e suba girando o tronco. Essa ajudinha extra já vai economizar demais seu braço.

As borrachas hoje estão muito rápidas ao meu ver, muitas são verdadeiras molas e não precisamos fazer tanto esforço pra bola passar ( a não ser com uma Hurricane da vida ,etc). E isso dificulta o efeito, pois você precisa sentir cada vez mais a bola. E, infelizmente, a tendência é aumentar ainda mais a velocidade com essa bola que é mais lenta. Mais uma desculpa pros fabricantes aumentarem preço de bolas e borrachas. Isso é ruim porque prejudica aprendizagem de todo mundo, especialmente de quem começa. Pra você ter ideia, eu fiquei 1 ano com aquela Tibhar 3000 de pingue pongue (que tem o Samsonov na capa), pra aprender os movimentos básicos. Daí eu fui pra Sriver.