Tenho 34 anos, treinei por três meses na minha adolescência e decidi voltar a praticar no final de 2024. Meu estilo é caneta japonesa; treino três vezes por semana (uma hora cada sessão) e costumo jogar um ‘rachão’ uma vez por semana também.
Queria uma dica ou opinião sobre material. Estou muito satisfeito com minha borracha (Fastarc G1), mas já usei várias madeiras: Yasaka Sweden, Victas Sleek e a Yinhe 985, que é a minha atual. Testei por duas semanas a Nittaku Miyabi Round (com uma Xion Vega Pro) de um colega e achei um espetáculo — tanto o shoto quanto o forehand, além da mecânica de ‘ativação’ da madeira: sem força a bola ‘morre’, mas com força ela sai um ‘míssil’.
Enfim, estava pensando em trocar de madeira, mas queria parar de pular de galho em galho; queria comprar uma que fosse definitiva, da mesma maneira que testei a G1 e me encontrei nela.
Aos colegas caneteiros com mais experiência e rodagem de material: uma folha única é um caminho inevitável para o caneteiro ofensivo? Quanto ao tradicional Kiso Hinoki, ele é muito diferente do cipreste canadense? Poderiam compartilhar a experiência de vocês sobre esses materiais?
Não sou caneteiro como empunhadura principal, mas jogo com facilidade em qualquer estilo.
Como conteúdo, veja este tópico… acredito que pode esclarecer algumas dúvidas.
Mas em resumo, de fato o cipreste japonês de 10mm é o melhor dos mundos para caneta japonesa.
Agora, vai muito do seu orçamento… Infelizmente no BR não temos muitas opções para além de BTY, Xiom e algumas Nittaku e algumas Darker; sem falar nos preços, que não são nada convidativos… Se tiver facilidade com importação, talvez consiga por um preço “menos absurdo”.
E para as borrachas, Xiom linha Sigma, BTY T05, Nittaku G1 ou Hammond Z2 e Yasaka Rakza 7 são “as melhores”.
Muito bom para vc não querer ficar trocando de material. Continue assim hahhahahahahah.
E justamente por isso, não espere uma sintonia astral com o material. Teve a oportunidade de testar um e gostar? Ótimo! Procure e siga em frente, pois você já descobriu na prática, com as próprias mãos, algo que aparentemente funcionou para você. Não incorra no problema de muita gente, que é procurar perguntas para respostas que já tem. Nada que digamos deveria te desviar do que você sentiu.
Se você por algum motivo não puder ou quiser comprar a raquete em questão (compreensível), aí resta pesquisar especificações e tentar achar uma similar, mas ninguém vai conseguir te garantir que você vai sentir o conforto que sentiu com a outra, porque até pequenas alterações de formato podem fazer diferença. Ou seja, já que a intenção é experimentar menos, buscar o desconhecido e descartar o que você já sentiu em mãos vai na verdade te trazer mais risco de pular de galho em galho.
Bom. Eu treinei como caneta por vários anos (e ainda treino de vez em quando) e sim infelizmente o caminho do caneteiro leva as madeiras de 1 folha cipreste 10 mm.
Isso se deve ao feeling e ao soft touch dele no jogo curto e na velocidade durante os drives.
Em teoria, não deve ter muita diferença entre o cipreste japonês (o hinoki original) e o cipreste americano/canadense. A substituição foi devida ao cipreste japonês em idade de corte estar cada vez mais raro. Embora eu já ouvi falar que o touch da cipreste é mais seco.
Eu realmente não experimentei as novas madeiras que têm chegado em cipreste canadense, as minhas são em hinoki (e bem velhas por sinal), mas acredito não ter muita diferença, assim como não vi uma diferença muito grande entre madeiras de marcas diferentes. Acho que a grossura da lâmina é mais importante.
Uma dica se for comprar em uma loja, procure as madeiras mais amareladas; isso significa uma árvore mais antiga ou lâmina retirada de partes mais externas da árvore, fibras mais juntas, mais velocidade. É possível ver pelas marcas na madeira também, o cipreste é rajado, quanto mais denso, melhor.
Então, resumindo, não é pra ter muita diferença, se tiver orçamento, vai de hinoki que é caro pra caramba hoje em dia, se não vai de cipreste canadense mesmo e seja feliz porque no final a peça mais importante e aquela que segura a raquete.