Bom dia pessoal! Sou novo por aqui e gostaria de verficar se alguém pode me falar sobre essas duas raquetes. Para importar pelo E-BAY vejo que existem mais opções de Butterfly e com isso econtro melhors valores para a T-MAX. Alguém poderia traçar o comparativo entre essas duas lâminas? E aproveitando queria saber se existe uma diferença tão grande em relação a qualidade entre a G-MAX e a T-MAX Cypress. Agradeço a todos.
Vamos começar com um pouquino de embasamento (hahaha):
Se tratando de Hinoki, o mandatório é a qualidade (idade) do mesmo.
O Cipreste Hinoki “verdadeiro”, daí Cypress, proveniente do Japão*, passa a ser usado por volta de 1950; Onde até os anos 2000-05 não era ilegal o corte de árvores “velhas” de Kiso Hinoki, então havia madeiras literalmente feitas, com mais de 360-400 anos (a expectativa de vida é até uns 550-580 anos).
*Ele também pode crescer em Taiwan, Japão, Estados Unidos e Canadá e Vietnã, mas não são “kiso”, afinal kiso é uma cordilheira no Japão. Esses também são usados no TM, geralmente em folhas distintas, e não em folha única, como nas madeiras canetas japonesas.
Hoje em dia, independendemente da aplicação (além do TM) o corte mais precoce é de 150 anos, e o mais tardio é de 350 anos.
Com isso, por questões de escassez da madeira, muitos fabricantes passaram a adotar proporções de qualidades de madeiras em suas lâminas, como no caso da Darker; além das marcas reverem todos os processos de tratamento (secagem, desengorduramento, etc).
Vamos a sua dúvida:
De todo modo, o Hinoki em geral é uma madeira relativamente macia, mas ainda adiciona densidade e peso à lâmina. Isso o torna perfeito para jogos ofensivos, contra-ataques perto da mesa, destreza e sensação de controle.
Pensando, nesse caso, em BTY e Xiom:
(Quase todas marcas fazem a mesma coisa, geralmente 3 variações consolidadas de modelos)
- T = Linha de entrada = madeiras que por algum motivo natural não se enquadram na gama de uso “elevado ou premium”, julgadas como “baio valor de mercado” independente do uso.
-Madeira mais lenta, ideal para iniciantes, boa com borrachas de velocidade intermediária, priorizando o controle.
- V = Hinoki selecionado = madeira um pouco mais jovem, mas dentro da janela de corte para o uso, mas que não estão em seu mais alto nível natural.
Passam por “menos cuidados”.
-Madeira ideal para quem já tem experiência e técnicas bem desenvolvidas. Boa com borrachas de média - alta velocidade e de maior dureza, priorizando o controle e feeeling.
- G e Platinum = Melhor qualidade possível do Hinoki, geralmente árvores mais velhas. Passam pelos melhores tratamentos e processos.
-Madeira muito rápida, foco em velocidade. Ideal para quem já domina o estilo e o esporte. Boa com borrachas de média - alta velocidade.
Quanto à importação da Xiom, vale consultar sites BR especializados em TM, provavelmente você encontra com relativa facilidade. E quanto a BTY, consulte primeiro a BTY BR para verificar quais as disponíveis em estoque, ou se pode ser sob encomenda.
Comprar de sites de fora, principalmente os não especializados em TM, além de todos os riscos, há a taxação da alfândega, o que pode inviabilizar totalmente; mesmo que seja pouca coisa mais caro no BR, vale a pena.
Abs
Olá Guilherme,boa noite! Não tenho nem palavras pra agradecer essas informações. Esperava receber resposta, mas superaram as expectativas. Muito obrigado!
Na prática eu poderia considerar a xiom katana Platinum no mesmo nível da butterfly g-max?
Sim… ambas são iguais em desempenho.
Como a Xiom e BTY são marcas japonesas nativas, e assinam a fabricação com o “Kiso”, o que pode variar é somente as formas processuais, a qualidade em si é 99.9% a mesma.
Tanto é que em suas respectivas categorias (modelos profissionais de topo de linha) de catálogo são as principais e concorrentes entre si.
Porém achei que a G-MAX tem um pouco mais de precisão em jogadas rápidas (testada com Tenergy 64), mas nada muito significativo para com a Katana Platinum (testada com MX-P).
Não sei seu nível de jogo ou opções de borrachas mas acredito que, seja BTY ou Xiom, entre esses dois modelos, se não tiver um feeling muito alto, a nível profissional, não notará nenhum diferença.
Abs
Bom dia, Guilherme! Tudo bem? Qual o peso da Xiom Katana Platinum, que testou com Tibhar Evolution MX-P? Obrigado!
Não tenho o hábito de pesar nenhum material, mas sempre considero ± 6 gramas para materiais de marcas/versões renomadas de mercado e até ±10 gramas para mateiais de possível origem duvidosa (china) se comprado via importação de sites não oficiais (que mesmo sendo legítimos, podem ser “lotes com erros de fabricação” ou de segunda mão sem uma origem comprovada.
Para a Xiom Katana Platinum, usei de referência o peso de catálogo, que são ± 95 gramas.
Em comparação a mesma, testada em épocas diferentes, achei a última um pouco mais leve, acredito que ± 2 gramas… Mas nada que vá fazer muita diferença…
Abs
Ok, Guilherme! Muito obrigado pela atenção!
Opa! Guilherme, parabéns pelo conteúdo, já testou as madeiras de “hinoke canadense/americano”, a diferença de controle/velocidade é tão gritante para valer a diferença de preço pra gente no Brasil?
O Hinoki japonês é bem mais macio, segurando mais a bola, e a velocidade é bem linear (não é explosivo).
Já os demais tendem a serem mais rígidos, o que dá um feeling mais “duro”.
Em velocidade se equivalem… como a contrução é de folha única, vai variar muito da qualidade, mas tendem a serem muito parecidos.
Agora, em feeling e controle, o japonês é “o ideal” (100%), já os demais ouso em dizer que entregam 80-90%.
Agora, se você ainda não sabe o que quer, ou para você o TM apenas recreação/diversão (sem foco em alto rendimento/performance = visar grandes campeonatos e/ou posições) com outros parceiros e colegas de jogo, qualquer madeira vai lhe atender; mas se você de fato pensa no oposto e quer (tentar) extrair o máximo de um (considerado) bom material, sem problemas… como todos estão dentro de uma faixa de equivalência, haverão diferenças, mas nada negativo, será apenas questão de adaptação.
Como a empunhadura mais comum no mercado ocidental e europeu é a clássica, acredito que muitas marcas optam por nem disponibilizarem os modelos JPen nos catálogos globais, deixando apenas para o mercado local, então meio que viramos reféns de importadores independentes… vai saber qual seria um valor considerado justo se houvesse representação oficial e mercado relevante/dominante… com certeza seriam bem mais convidativos, mesmo com as tributações de operações sérias, afinal é “propaganda” para a marca.
Mas como material (objeto), processos de produção e qualidade é inegável a superioridade dos japoneses, principalmente quando é algo que eles fazem para “eles” e não para “encher catálogo”.
Abs
