Um jogador intermediário, que pretende adquirir uma raquete um melhorar a que tem, depara-se com uma gama gigante de opções. São diversas marcas e especificações. Vale a pena gastar mais em “marcas tradicionais”? Ou é razoável arriscar em marcas não tão conhecidas. E, sobretudo, o que se deve evitar?
Tudo depende de seu orçamento, necessidade de jogo e disposição para entendeer como se comporta aquele material em específico.
Não existe certo ou errado, mas materiais mundialmente conhecidos tendem a entregar mais (geralmente em todos aspectos, principalmente em qualidade), porém dependendo da linha/gama, aceita menos erros, levando a uma frustração/dificuldade na adaptação para com o jogo.
Abs
Creio que como é um investimento mais a longo prazo, pois raquete a gente não troca com frequencia, eu recomendo que você fale com o teu técnico e teste materiais que colegas de treino já usem.
Isso se tiver restrição de orçamento… senão é comprar e ir pro abraço… ou pro drive…
A primeira coisa a evitar são borrachas de ponta de linha, aquelas que têm mais esforço de marketing a respeito. A realidade é que é preciso muito suor antes de conseguir tirar o que elas custam para oferecer, e ainda não é o momento, quando ainda se está desenvolvendo ou solidificando fundamentos. Ao mesmo tempo, é MUITO importante evitar “sobrepensar” a coisa toda. Ter um mundo de informação é uma dádiva e uma maldição ao mesmo tempo, quando nos enchemos dela para conhecimento, mas nunca tomamos uma decisão para finalmente virar experiência.
Tenho 30 anos no esporte e já vi muita gente (inclusive eu mesmo) de todos os níveis começando, parando, crescendo e regredindo. Material é PARTE da jornada, mas o mais importante é não atrapalhar, para então você mesmo se ajudar. De forma quase unânime, posso te afirmar que os melhores resultados técnicos vêm de uma abordagem conservadora quanto à material. Isso quer dizer, numa linha de evolução técnica:
- Começar de uma forma genérica na iniciação, com um material padrão que permite se direcionar para qualquer lado (estilo) à medida que se vá evoluindo com o treino. Para isso, uma madeira de 5 folhas de madeira e duas borrachas simples cumprem muito bem o seu papel por um BOM tempo. Hoje em dia, existem N alternativas chinesas muito boas para isso (o que não era realidade num passado recente), com qualidade suficiente para este momento.
- Depois de ter bem claro o seu estilo e, principalmente, uma fluência técnica onde a restrição seja de fato o desempenho da borracha (e não pense que isso acontece rápido, e geralmente muito depois do que se pensa), então decidir por algo já direcionado a algumas características que você consolidou tendo treinado MUITO. Aqui muita gente se engana ao já julgar precisar de aspectos específicos, quando precisa apenas de algo para seguir confortável para melhorar. Ainda não adianta ter borrachas muito rápidas ou duras.
- Depois de fundamentos bem sólidos, trata-se de ter em mãos simplesmente o que te permite executá-los da forma mais confortável e consistente possível. Aqui muita gente erra em trocar de modelo de borracha quando geralmente só precisava trocar por um exemplar novo da mesma, ou nem isso. Quanto mais tempo você joga com um material, mais sabe exatamente o que fazer em cada situação, por repetição.
Isso quer dizer que você não pode usar borracha X ou Y? Como sempre digo aqui, você pode usar qualquer coisa, desde que não espere que necessariamente isso te ajude ou não te atrapalhe a jogar melhor. Às vezes você só quer saber como é aquela raquete ou borracha que todo mundo está falando, e está tudo certo com isso, mas aí não precisa ficar pensando se serve ou não. Tentar racionalizar o emocional é perda de tempo.
E o mais importante é que nada disso vai te ajudar mais do que treinar exponencialmente mais horas do que pesquisar material. Inclusive, como muito bem comentou o @lkumagai, a melhor forma de juntar a pesquisa à abordagem prática é de fato testar. Você não precisa fazer um treino todo com um material e nem esperar que tenha que testar até que aconteça um “momento mágico” para avaliar se te cabe ou não. Mais uma vez: não procure a borracha perfeita, porque neste tempo poderia estar aprendendo a usar melhor a que tenha em mãos.
Sucesso!