Vi que ele usou no primeiro torneio do ano uma madeira verde e amarela sem correspondência no catálogo da Joola. Provavelmente a ser lançada na linha dele.
Acredito que a Joola ainda está abaixo no quesito tecnologia em comparação com outras marcas de referência do mercado.
Essa troca prematura de lâmina parece corroborar com isso.
Em relação às borrachas, tudo indica que ele esteja usando a sua linha, recentemente adicionadas no catálogo da ITTF.
Qual a opinião de vocês em relação ao novo material?
Quais referências você usou para chegar a essa conclusão?
A Joola existe desde 1952; vai do público que a marca quer alcançar… não precisa ter um catálogo com mais de cem páginas de produtos (com variações de um mesmo) quando o foco não é atender “o mundo”.
Até as borrachas chegarem no mercado BR… não tem como opinar…
A madeira é excelente, vai da necessidade do jogador.
Obviamente, essa questão é apenas no campo da suposição.
Mas o que me levou a ter esse ponto de vista é o fato mencionado de que a madeira foi trocada prematuramente pelo Hugo, o que demonstra que a marca não conseguiu entregar, até o momento, uma lâmina semelhante à Xiom. Ainda, não consigo me lembrar de um expoente no esporte que use/usou o material da marca além do Hugo.
Mais uma vez, essas premissas são apenas uma percepção, sendo assim, eu posso estar plenamente equivocado.
Por isso mesmo, levantei o tópico no grupo.
A má fase de Hugo, que começou há uns 5 meses, não está relacionada à troca de material.
Hugo aparentemente usou 4 MADEIRAS (parem de falar lâmina, isso é erro de tradução) diferentes nos 4 últimos eventos do WTT (2 ainda com contrato da Xiom e 2 com novo contra da Joola).
Se ele estivesse inseguro e não quisesse jogar com madeira da Joola, era só colocar o cabo da Joola na sua raquete personalizada, algo que muitos jogadores fazem. Inclusive o próprio Hugo aparenta ter feito algo assim no passado. Se ele resolveu usar a Xylo 7, é porque se sentiu mais seguro com ela.
Hugo usa borrachas personalizadas pela ESN, que é a mesma fabricante de borrachas da Xiom e Joola. Ou seja, ele pode até tá usando a mesmo borracha de antes, apenas com cor de esponja diferente e agora com a marca da Joola, mas com certeza é uma borracha com as mesmas características que a Jekyll & Hyde, modelo que ele usava na Xiom.
opinião minha, vai de vcs discordar: o Hugo não fez a adaptação certa, novo patrocinador, vem com Borrachas e Madeira agora? erro, mas assim, vai do jogador, mas na minha opinião é erro, fecha patrocinio e começa jogando 2 torneios em Doha (Champions, que era no minimo semis e Star Contender, que no minimo é Final, pq o Hugo ama Star Contender), pra mim, ele podia jogar Champions e usar a semana de Star Contender para adaptação. Ele não entrou no Contender de Muscat, as vezes essa semana vai ser de adaptação as borrachas e madeira.
Qual o problema de falar lâmina? Ainda que, segundo você, seja “erro de tradução” de ‘blade’, o objetivo fim de identificar como raquete foi alcançado, não foi? desnecessária colocação.
Sim, poderia ser dessa forma. Mas, como sabemos, contratos também podem vedar tal prática. Inclusive, é extremamente provável uma cláusula que proíba a utilização de quaisquer materiais alheios ao da joola, mesmo simulando o cabo.
Difícil falar em erro, são muitas variáveis que influenciam na contratação. Mas, para mim, é claro que está tendo uma dificuldade em achar o material compatível.
Fabricante europeia de borrachas, que também fabrica alguns modelos em específicos para marcas japonesas e chinesas; é a criadora das borrachas “tensoras” depois do banimento da cola rápida.
Vedam, mas é a coisa mais corriqueira do mundo do tênis de mesa. Hoje o que as marcas fiscalizam mais de perto é se você está usando borracha de concorrente.
ESN é a única fábrica de borrachas da Alemanha. Toda borracha que você vê “Made in Germany” é produzida pela ESN, que é quem realmente desenvolve a tecnologia e vende para as marcas. Com as MADEIRAS acontece o mesmo. As madeiras de elite da Joola e da Xiom são produzidas pela mesma empresa sul-coreana (que não é a Xiom). Mercado de tênis de mesa é um grande “white label”.
Normalmente quem fala lâmina é pq começou a jogar recentemente. Aqui no meu clube quando chega alguém falando lâmina o pessoal já manda um “alá um Enzo”
Acho que sou antissocial ou só fico conversando sobre coisas não relacionados ao tenis de mesa, pois nunca ouço o pessoal nos clubes em que vou falar trocar madeira ou lâminas, só raquete mesmo.
Tibhar, Joola, Donic, Gewo, Andro, Xiom, Nittaku… todo mundo compra da ESN. Até a DHS já fabricou alguns modelos na ESN quando tentou ter uma “borracha europeia”. Mas atenção: existe também uma fábrica no Japão que produz para outras marcas no mesmo esquema da ESN. Se você vir alguma borracha “Made in Japan” (que não seja Butterfly), ela quase sempre será produzida por essa outra empresa, que, até hoje, eu não sei exatamente qual é.
Alguns modelos podem ter características únicas, dependendo do que cada marca contratou com a ESN. Por exemplo, a linha Donic BlueStorm tem a topsheet mais fina que o normal e esponja de até 2,3 mm. Mesmo assim, é muito comum que uma mesma “família” ou “geração” de borrachas só mude de nome e cor da esponja entre os fabricantes. O que também pode variar entre borrachas da ESN é o controle de qualidade: algumas linhas são mais “premium” que outras.
Mas, reforçando: o principal problema do Hugo não é o material. Vamos torcer para que a confiança volte logo.
Somente a linha Evolution e a K3, se não me engano.
Sim e não. Cada marca pode pedir para desenvolver uma tecnologia diferente para uma linha do catálogo ou produto individual (um que não faça parte de uma linha em específico do catálogo), mas podendo “reaproveitar” tecnologias de esponja, topsheet e processos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de outras marcas, fazer melhorias, deixar “mais barato”, adaptação para o mercado final, etc…
Quase todas (de um catálogo bem grande), com algumas exceções produzidas no fabricante do Japão que o @Mazinho comentou.
A nível de praticante comum? Na prática sim. As diferenças percebidas (acontece) podem ser muito mais por diferenças entre exemplares (lotes e até dentro do mesmo lote, pois borracha de performance é um negócio bastante difícil de garantir especificações bem apertadas) do que por diferenças de projeto de borrachas de uma mesma geração / tecnologia. Ou seja, a probabilidade de possíveis diferenças perceptíveis vem muito mais da produção do que da engenharia.
Inclusive por isso que os preços se mantém dentro de uma mesma plataforma, caso contrário, a cada borracha seria investido uma nova quantidade enorme de recursos, que precisaria ser coberto em proporções bem maiores.
Sim, ele experimentou a raquete do Vitor (usa esta lâmina faz tempo) que estava com ele e acabou optando por usá-la no campeonato. E bem, eu não chamaria exatamente de “dar errado”, mas afinal, ainda não existe humano ou não humano à altura dos padrões brasileiros de performance esportiva hahahahahha.
Sobre adaptação, na prática, com a temporada se estendendo até os últimos dias do ano, com torneio uma semana após a outra, um corpo para recuperar, um contrato terminando em 31/12 e um torneio começando em 06/01, não é tão simples.
Mas mais importante do que isso, se perder para o Ovtcharov e para o Wen Ruibo (numa semifinal de Star Contender) nos dois primeiros torneios do ano for um problema relevante, finalmente chegamos lá hahahahahahahah.