Borracha descolando

Estou tendo problemas de borracha descolando. Mudei para xiom vega europe e a raquete uma balsa e tambem uma xiom vega euro hybrid em uma raquete carbonada butterfly (não sei que tipo). Na balsa sempre está descolando enquanto na butterfly está ok.

Qual seria o motivo? Mudança extremas (está variando qse 20°C de temperaturas?

Maior porosidade interna da madeira balsa?

Suspeito que é pelo fato da balsa ser super macia e deformar facil e as laminas externas serem bem finas, a raquete vai vibrando e sofre micro deformações elasticas que vai soltando a borracha, isso somado ao fato da borracha ser um pouco tensionada o que faz descolar mais rapido. Para terem ideia, a balsa dessa raquete é mais macia (deforma mais facil) que uma T11s que muitos conhecem.

A variação da temperatura não está ajudando acredito.

Se for isso, sempre vai acontecer e eu devo trocar de conjunto?

Ja testei 2 colas diferentes nacionais, uma mais fraca e uma mais forte e ambas descolaram e sempre apos alguna dias (ou no maximo uma semana) de muito uso

Embora nunca tenha escutado nada a respeito nem me ocorrido, a hipótese mais provável é que, como a balsa é muito macia, ela deve estar absorvendo a cola.
Tente passar algum verniz nela, deve resolver; a não ser que essas colas que você está usando seja as famosas “fundo de quintal”, aí a qualidade deve ser :poop: hahahaha.

Abs

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Acho que tinha verniz, pois estava brilhando. Mas acabei tirando (passando uma lixa) para ver se fixava melhor (até que ajudou um pouco).

Poderia até ser a qualidade da cola, mas por que usando a mesma cola (com borrachas parecidas), a outra não descolou (na butterfly não descolou)?

Se a superfície estava brilhando, temos uma causa mais provável. Por experiência própria, posso te contar de quando eu usava a Stiga Clipper CR. Eu não gosto de mexer na superfície das madeiras, porque assim você acaba alterando as características que fazem dela o que ela é, e essa madeira particularmente brilha como se fosse um móvel (é parte do tratamento dela mesmo) hahahahahahahah. Resultado: o canto superior de dentro da borracha (que fica voltado para a sua cabeça na empunhadura) descolava rapidamente após alguns drives na quina da raquete. Agora já não uso mais a raquete, mas certamente lixaria a superfície para evitar esse problema, e também porque não gosto de raquetes muito duras.

Ou seja, não exagere na mão, mas lixe apenas até tirar esse brilho da superfície que deve resolver. Do resto, um problema que pode acontecer é umidade durante o processo de colagem (com qualquer cola), e o tempo anda péssimo para isso esses dias. Mas não é nada que o bom e velho secador de cabelo não resolva, e colar com antecedência para não precipitar o momento de colocar na madeira ajuda também.

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Não tinha pensado nisso, mas a umidade relativa do ar na regiao está acima de 90% nesses dias

Não sei se entendo muito de tênis de mesa, mas quando o assunto é umidade do ar, me respeite porque eu moro em São Bernardo do Campo hahahahahahahahahah.

Mas de fato, preste atenção com isso pq pode fazer bastante diferença sim, seja qual for a cola que você utilize. Um truque que peguei com um colega essa semana quando estive no Campeonato Brasileiro (num dia incrivelmente úmido) foi, após a cola estar seca, encostar a superfície da esponja no antebraço (obviamente tem que estar seco), como se estivesse cobrindo-o / abraçando-o com a borracha, ajudando assim a retirar uma possível umidade residual. Mas isso é uma medida de contenção apenas, sendo que o ideal é não ter que precisar disso. O melhor é sempre procurar um local mais seco ou menos exposto para fazer a colagem.

Quanto à cola que você usa, das nacionais, uso a 360TT há dez anos e nunca tive nenhum problema nem ou vi nada similar de colegas. Não posso opinar sobre as outras, mas independentemente disso, pelo que descreve (até por não ter o mesmo problema em outra raquete), me parece que é uma questão da superfície da madeira mesmo.

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Acredito que a umidade e a variação térmica ajudam a piorar sim, principalmente em madeira balsa muito macia.

Eu percebo bastante diferença porque transito entre ambientes completamente diferentes: região serrana do RJ (muito úmida/fria) e também lugares extremamente secos como Brasília. Dependendo da época, a mudança é brutal.

Mas sinceramente, pelo fato de acontecer só na balsa e não na Butterfly carbonada, pode ser que o principal problema é a própria madeira mesmo.

Balsa muito macia acaba deformando/vibrando mais, ainda mais com borracha tensionada puxando a superfície o tempo todo. Aí com uso intenso vai começando a soltar.

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